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Qual o papel do cirurgião pediátrico no tratamento da criança?

Se uma simples gripe ou resfriado já deixa os papais preocupados, imagine quando a criança precisa realizar uma intervenção com um cirurgião pediátrico?! Por se tratar de um procedimento mais complexo, é comum que os pais fiquem apreensivos em relação à saúde dos filhos, mas quando a cirurgia é realizada por um profissional especializado, a criança passa a ter muito mais qualidade de vida.

A cirurgia pediátrica é a especialidade médica responsável pelo tratamento cirúrgico de doenças congênitas ou adquiridas, desde o período neonatal até o fim da puberdade. O profissional que atua nesta área possui um papel determinante para garantir que as crianças se tornem adultos saudáveis.


Como é a formação do cirurgião pediátrico?

Além de cursar os seis anos de graduação em Medicina, o profissional que deseja atuar com cirurgia pediátrica precisa prosseguir com especializações por mais cinco anos. Após a graduação, deve realizar dois anos de residência médica em Cirurgia Geral e, após esse período, o médico ainda precisa passar por um programa de residência médica em Cirurgia Pediátrica, que dura mais três anos.

Durante a residência em Cirurgia Pediátrica, o profissional se especializa sobre a abordagem da criança, suas diferenças em relação à fisiologia de um adulto e as patologias cirúrgicas nesta faixa etária. Após concluir essas etapas, o profissional está apto para atuar como cirurgião pediátrico, podendo atender em hospitais ou clínicas e consultórios particulares, além das áreas de pesquisa e ensino.


Quais as particularidades da cirurgia pediátrica?

Antes de tudo, é preciso entender que crianças não são adultos em miniatura. Em outras palavras, as necessidades cirúrgicas de pacientes de 0 a 14 possuem particularidades muito diferentes daquelas encontradas no dia a dia de um cirurgião geral. Por isso, a abordagem é muito diferente.

Os pacientes pediátricos necessitam de um atendimento diferenciado e tratamento adequado para seu desenvolvimento físico e psicossocial, de acordo com cada faixa etária. E isso só é possível com a ajuda de um cirurgião pediátrico, capaz de garantir os corretos cuidados cirúrgicos em todas as fases do desenvolvimento infantil.


Quais são as doenças mais comuns tratadas pelo cirurgião pediátrico?

O cirurgião pediátrico pode atuar em diversas frentes de trabalho, sendo subdivididas em

  • cirurgia pré-natal;

  • cirurgia neonatal;

  • cirurgia pediátrica geral;

  • urologia pediátrica;

  • cirurgia de trauma;

  • cirurgia oncológica e

  • videolaparoscopia.

Parte das doenças tratadas pelo cirurgião pediátrico está relacionada a problemas de desenvolvimento nos órgãos genitais ou no sistema urinário. Saiba quais são as complicações mais comuns que necessitam de intervenção cirúrgica!


Fimose

A fimose é a incapacidade ou dificuldade acentuada para retrair o prepúcio, que é a pele que recobre a glande (ou cabeça) do pênis. Geralmente, o problema é causado pelo excesso de pele no local, o que dificulta a higienização do pênis e pode levar às infecções urinárias.


Hérnia umbilical

A hérnia umbilical é uma condição anormal caracterizada pelo surgimento de uma protuberância na região do umbigo. O problema ocorre em virtude do não fechamento do orifício por onde entram os vasos umbilicais durante o desenvolvimento do bebê no útero materno.


Criptorquidia

A criptorquidia ocorre quando o testículo não está, ou não fica a maior parte do tempo, no escroto (“saquinho” da criança), sendo fundamental uma avaliação especializada. O ideal é operar até os dois anos. Na cirurgia, o testículo é realojado no escroto e fixado neste local.

A importância do acompanhamento multidisciplinar

Nem sempre o cirurgião pediátrico é o único profissional envolvido no tratamento infantil. Em muitos casos, a criança precisa de um acompanhamento multidisciplinar, que envolve a participação de profissionais de diferentes modalidades.


A cooperação de outros especialistas possibilita um acompanhamento completo do quadro do paciente, desde o diagnóstico até a escolha do tratamento mais adequado para cada caso.


 

Fonte: https://urologiakids.com.br/

Material escrito por: Dra. Eliete Magda Colombeli

Cirurgia Pediátrica - SC 9020 RQE 6364


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